XIII Aldeia Multiétnica proporciona espaço intercultural para trocas de saberes e convivência entre indígenas e não-indígenas

Em prol do fortalecimento das culturas e dos direitos dos povos originários, a Casa de Cultura Cavaleiro de Jorge anuncia a realização da XIII Aldeia Multiétnica. Com a temática voltada aos saberes e fazeres tradicionais indígenas relacionados à arte, saúde e educação, o evento será realizado entre 12 e 19 de julho, em parceria com o Centro de Estudos Universais, na Chapada dos Veadeiros (GO), como uma primeira etapa do Encontro de Culturas Tradicionais da Chapada dos Veadeiros*. Em localização privilegiada, em pleno Cerrado preservado da região, a Aldeia Multiétnica oferece uma vivência na qual os visitantes incorporam-se ao cotidiano de uma aldeia. Uma experiência de convivência e imersão na natureza e na cultura dos povos participantes: representantes do Alto Xingu (MT), Kayapó/Mebengôkré (PA), Krahô (TO), Guarani Mbyá (SC), Fulni-ô (PE), Xavante (MT) e Karajá (Ilha do Bananal, TO). Outros convidados e lideranças indígenas, de outras etnias, também participarão das atividades.

A programação conta com oficinas, rodas de conversa e atividades diversas, em uma vivência de sensibilização e aprendizado sobre as culturas e a organização social de cada etnia participante e dos povos indígenas em geral.

A edição de 2019 da Aldeia Multiétnica terá entre os seus destaques uma das festas mais tradicionais do povo Krahô: o PEMP ‘KAHÀC. Até ficarem adultos, os indígenas desta etnia passam por vários rituais de iniciação, que marcam as fases da vida (assim como a maioria das etnias indígenas). Existem três modalidades de Pemp ‘Kahàc: KATYTI, HARAPERE e KUKEN-YON-TXY. As crianças devem passar por todas elas. Na Aldeia Multiétnica, será realizada a KATYTI, que significa “esteiras grandes”. As crianças aparecem enfeitadas e encobertas por duas esteiras de adultos, que no final do ritual serão entregues de presente aos seus padrinhos. Tradicionalmente, esta é também uma maneira de renovar as esteiras da aldeia.

A programação vai contar com rodas de conversa e oficinas norteadas pelos temas-chave deste ano: arte indígena, saúde e educação. Entre elas, estão: “Desafios e superações na autogestão dos territórios indígenas”; “Práticas interculturais de saúde integral: a cura tradicional indígena aplicada”; “Cura e evolução humana na visão indígena, com a palavra de anciãos e curadores sobre os desafios para harmonizar a cultura não-indígena”; “O feminino e os ciclos naturais”; e “Educação de raiz para a diversidade cultural brasileira: processos de aprendizagem e transmissão de conhecimentos tradicionais”.

“Neste momento do Brasil, estamos em risco de perder espaços de natureza e de política já conquistados por conta de discursos e diretrizes que vão contra a preservação de territórios e das práticas naturais nas quais estão inseridos os povos que trazemos para a Aldeia. A mobilização indígena e também de não-indígenas para a preservação dessa cultura e a garantia de seus direitos será um ponto sensível da edição deste ano”, comenta Juliano George Basso, coordenador geral da Aldeia.

A Aldeia Multiétnica é um projeto organizado em cinco áreas: Centro de Saberes, que tem a missão de atuar como uma escola de formação humana livre, fundamentada no conhecimento ancestral dos povos originários; o evento Aldeia Multiétnica, que acontece em todo mês de julho e realiza vivências com apenas um povo em outros meses do ano; a Rede Multiétnica, que nasceu para o escoamento da produção artesanal e geração de renda das famílias e comunidades participantes; o Museu Multiétnico, que mantém um conjunto de exposições permanentes abertas ao público, contribuindo para o fortalecimento da história, da memória e dos saberes e fazeres dos povos indígenas e remanescentes quilombolas; e a Hospedaria da Aldeia, que valoriza a região do Cerrado e abre suas portas para um turismo de experiência cultural, único e exclusivo na Chapada dos Veadeiros.

Para participar da XIII Aldeia Multiétnica é preciso se inscrever com a antecedência: existem duas opções de vivência, de 4 e 8 dias. O pacote inclui acesso completo à programação do evento, hospedagem em camping e alimentação completa.
Para as pessoas que não participam da vivência, é possível adquirir o ingresso da visitação diária por R$ 50,00 (R$ 35 antecipado, no site). A visitação acontece de 13 a 19 de julho, das 14h às 18h.

*Encontro de Culturas Tradicionais da Chapada dos Veadeiros
Em 2019, o Encontro de Culturas Tradicionais da Chapada dos Veadeiros chega em sua 19ª edição. A primeira etapa acontece na Aldeia Multiétnica, junto aos povos indígenas. A segunda etapa é realizada na Vila de São Jorge, junto a comunidades tradicionais, remanescentes quilombolas e artistas da cultura popular. Mais informações: www.encontrodeculturas.com.br

Serviço
XIII Aldeia Multiétnica
De 12 a 19 de Julho de 2019
Local: Estrada do Vale Verde, Alto Paraíso de Goiás – GO, 73770-000
Inscrições e Informações: e-mail aldeia@encontrodeculturas.com.br
www.aldeiamultietnica.com.br/br/pacotes
Facebook: /encontrodeculturas e /casadeculturacavaleirodejorge

Anúncios

Vem aí a segunda etapa do Encontro de Culturas Tradicionais da Chapada dos Veadeiros

 

Grupo Mawaca (SP) – História de 22 anos de música e multiculturalidade

Chapada dos Veadeiros, 20 de julho de 2017 – Desde o dia 15 de julho acontece na região centro-oeste do estado de Goiás um expressivo evento dedicado às manifestações e costumes dos povos originários e das comunidades tradicionais do Brasil. A primeira semana do Encontro de Culturas da Chapada dos Veadeiros, que já está em seu 17º ano, foi dedicada à reunião de povos indígenas de diversas etnias, de distantes regiões do país. Nestes 7 (sete) dias, cerca de 2.100 pessoas passaram pela Aldeia Multiétnica, conhecendo e vivenciando formas ancestrais de expressões brasileiras e sua relação com o mundo contemporâneo. As lideranças indígenas presentes, representantes de mais de 15 etnias, também discutiram políticas públicas e ações efetivas de preservação do modo de vida de suas comunidades e de proteção ao meio ambiente. Entre cantos e apresentações rituais, dos mais de 100 indígenas presentes, muito foi debatido a respeito dos direitos dos povos originários e de sua consequente repercussão na conservação dos recursos naturais do planeta.

De 22 e 30 de julho, os indígenas darão lugar às manifestações de outros povos, que também são a expressão das raízes do nosso país. O IV Encontro Quilombola da região da Chapada dos Veadeiros abre a nova semana, que também oferece seus palcos para artistas contemporâneos e de expressão regional. Nesta etapa o poder das festas religiosas e das artes produzidas pelo povo brasileiro é que garantem um caleidoscópio de cores, luzes, cantos, cenas e passos. Esta parte do evento está sediada na Vila de São Jorge, distante 36 Km de Alto Paraíso.

Algumas das apresentações programadas são: Festa da comunidade do Sítio Histórico Kalunga; Show e gravação de DVD do grupo Passarinhos do Cerrado (GO), dia 23/07; Festa da Caçada da Rainha de Colinas do Sul (GO); Caretada de Paracatu (MG); Show do grupo Mawaca (SP); Show de Alessandra Leão e Caçapa (SP); Show de Doroty Marques (Arreuní); Show de Emília Monteiro (Amapá), Silvan (PA) e Mestre Solano (PA); Show da Turma que Faz (Grupo de jovens de Alto Paraíso); Congo de Niquelândia e Terno de Moçambique; Show de Cátia de França (PB), Chico César e Conrado Pêra.

O Encontro de Culturas Tradicionais da Chapada dos Veadeiros é realizado pela Casa de Cultura Cavaleiro de Jorge. A produção é da Balaio Produções Culturais. O evento conta com a parceria do Governo Federal, por meio do Ministério da Cultura e Ministério do Meio Ambiente, do Instituto Federal de Goiás, do Governo do Estado de Goiás, por meio da Secretaria de Educação e Cultura (Seduce) e da Goiás Turismo, e Prefeitura Municipal de Alto Paraíso.

Sábado – 22/07 – Abertura Quilombola

As atividades do sábado, 22, dão o tom da programação da semana, em São Jorge. Uma roda de prosa, às 14h30, na Casa de Cultura Cavaleiro de Jorge, abre os trabalhos tratando dos processos de conservação do Cerrado e de suas águas, apresentando as dinâmicas das comunidades tradicionais no manejo de suas reservas ambientais e culturais, com foco na comunidade do Sítio Histórico Kalunga e nos povos da Chapada dos Veadeiros. A Sussa, dança tradicional dos quilombos de Goiás, que há mais de 100 anos está presente nas festividades deste povo, embeleza essa abertura festiva e cerimoniosa. Uma oficina de circo, uma palhaceata e a apresentação de teatro popular da Cia Tem Sim Sinhô, também são parte dessa programação abre-alas. A partir das 17h as ruas da vila recebem mais manifestações da Comunidade Kalunga, que apresenta trechos da Folia do Divino, realiza uma Procissão com Candeias e faz o hasteamento do Mastro do Divino Espírito Santo. O cair da noite dá lugar a mais passos de dançadeiras de Sussa, inclusive crianças de um grupo local. Pra encerrar o primeiro dia a festa Forró Kalunga apresenta o artista Beirão, que garante que vai colocar todo mundo pra dançar, com seu forró-punk-rock de brasileiro, que mistura rock e baião, heavy-metal e coco, Mick Jagger e Luiz Gonzaga, John Lenon e Jackson do Pandeiro.

Domingo – 23/07 – Do Império e da Caçada ao Coco de Folia

No domingo, 23, a sabedoria popular tem espaço especial na programação do Encontro de Culturas Tradicionais e do IV Encontro Quilombola da região da Chapada dos Veadeiros. Logo pela manhã, às 8h, tem início a oficina de identificação de plantas do Cerrado, que será ministrada pelo Seu Adelídio, raizeiro da comunidade de São Jorge, que promete revelar segredos sobre a utilização da flora do cerrado para fins alimentares e curativos. Neste mesmo horário tem a oficina de preparação para a festa do Império Kalunga, cuja coroação do Rei e da Rainha acontecerá no período da tarde. Também no turno vespertino serão realizadas as oficinas de Sussa (dança típica dos quilombos de Goiás) para crianças, oficina de danças tradicionais sergipanas e oficina de música com o grupo Mawaca. Um desfile de moda com Tuya Kalunga também faz parte da valorização do trabalho dos povos do cerrado. A programação artística do dia fica por conta da Cia de Teatro Tem Sinhô e do show de gravação do DVD dos Passarinhos do Cerrado. Pelas ruas, a população de São Jorge e os visitantes do Encontro vão poder acompanhar trechos da Festa Caçada da Rainha de Colinas do Sul e trechos da Festa Império Kalunga.

Segunda – 24/07 – Músicas do mundo e Danças de Improviso

Uma segunda-feira, 24, com toda arte do mundo e as danças de cada um. Neste dia o Encontro de Culturas e o Encontro Quilombola garantem vastos conhecimentos e muito movimento aos moradores de São Jorge e aos visitantes da cidade e do evento. Logo pela manhã o Grupo de Dança Por Quá? e o grupo Vida Seca fazem na rua o seu Por Acaso_Manhã de Improviso, onde todo mundo pode dançar e fazer música do jeitinho que bem quiser. Também nesse horário acontece uma roda de prosa sobre as potências dos produtos do cerrado e o extrativismo sustentável. No período vespertino é a vez da música indígena ser o tema de uma oficina sonora ministrada pelo Grupo Mawaca, de São Paulo. Pintura intuitiva com tinturas naturais também poderão ser aprendidas, com o pessoal da Arte Terra. Nesse dia também tem mais oficina de danças populares, também no turno da tarde. No período noturno as ruas de São Jorge serão coloridas pela Caretada de Paracatu. As atrações artísticas de palco ficarão por conta do Grupo Mawaca, e sua música mundial, e do Grupo Xaxado Novo.

Terça – 25/07 – Mulheres negras e forró cigano

A terça, 25, será dedicada às mulheres negras e do mundo. Pela manhã uma roda de prosa sobre as mulheres negras na história reconhece a expressão feminina na construção da cultura brasileira. À tarde é a vez das oficinas “Cadê o cantador?” (com Alessandra Leão), pandeiro e percussão corporal e oficina de catira. O show Peña Folclórica, com Doroty Marques e Turma que Faz (projeto comunitário de São Jorge com jovens da região) e a festa Forró Cigano, comandada pelos grupos Mawaca e Xaxado Novo, são as atrações desta noite.

Serviço

IV Encontro Quilombola da região da Chapada dos Veadeiros e segunda semana do XVII Encontro de Culturas Tradicionais da Chapada dos Veadeiros

Quando: 22 a 30 de julho de 2017

Onde: Vila de São Jorge, Chapada dos Veadeiros, GO

Fotos e releases: https://goo.gl/J3UsCe

www.encontrodeculturas.com.br

XVII Encontro de Culturas Tradicionais da Chapada dos Veadeiros divulga datas e atrações

Tema da edição: “Cerrado das Águas”
Programação inclui shows, oficinas e intervenções artísticas e comemora os 20 anos da Casa de Cultura Cavaleiro de Jorge

Há 17 anos, na segunda quinzena do mês de julho, algo mágico acontece na Vila de São Jorge, distrito de Alto Paraíso de Goiás, onde fica a entrada do Parque Nacional da Chapada dos Veadeiros: toda a região se mobiliza para a realização do Encontro de Culturas Tradicionais da Chapada dos Veadeiros – ECTCV. Um simbólico grito de resistência na luta pela conservação ambiental e das tradições culturais existentes no Brasil. O evento reúne representantes de comunidades de diversas regiões do País em atividades que valorizam e celebram a cultura desses povos, assim como debatem as formas de preservá-las. A programação conta com 15 dias de apresentações culturais, incluindo cortejos, giros de folia, alvoradas, congadas, oficinas, vivências indígenas, shows, mostras de filmes, exposições, apresentações teatrais, palestras e rodas de prosa.

 

Chico César

Etapas e atrações

De 15 a 21 de julho, a Aldeia Multiétnica, primeira etapa do Encontro de Culturas, reúne povos indígenas de todo o Brasil para apresentações culturais e trocas multiétnicas, evidenciando suas culturas, celebrando o encontro dos povos e o fortalecimento de suas raízes.

De 22 a 30 de julho, representantes da cultura popular tomam as ruas e os palcos da vila de São Jorge. Entre os dias 22 e 24, a comunidade do Sítio Histórico Kalunga assume o comando das festividades com o IV Encontro Quilombola da região da Chapada dos Veadeiros e apresenta fragmentos da Festa do Divino Espírito Santo, importante festejo religioso da comunidade, além de realizar discussões referentes à saúde, educação, cultura e sustentabilidade do povo Kalunga.

Nomes como Chico César, Doroty Marques e a Turma Que Faz, Alessandra Leão e Caçapa, Conrado Pera, Silvan Galvão, Rosangela Silvestre, Mestre Solano, Passarinhos do Cerrado e o grupo Fulô da Aurora já estão confirmados. Os grupos tradicionais veteranos do Encontro, como o Congo de Niquelândia (GO), os grupos de cultura popular do Sítio Histórico Kalunga (GO), a Caçada da Rainha de Colinas do Sul (GO), a Catira e Folia de São João D’Aliança (GO), o Terno de Moçambique do Capitão Júlio Antônio (MG) e o Tambores do Tocantins (TO) continuam a fazer parte da programação principal.

Cultura da preservação

Reconhecendo que resultados significativos serão alcançados apenas se as políticas de meio ambiente forem alinhadas às políticas sociais, a XVII edição do Encontro fortalecerá os debates em torno da sociobiodiversidade brasileira, com foco nas águas do Cerrado, abrindo novas perspectivas de uso sustentável da biodiversidade e da sabedoria popular pertencentes aos territórios das comunidades tradicionais. Com o tema “Cerrado das Águas”, visa promover e debater a preservação do bioma, considerado a caixa d’água do Brasil, pois abriga nascentes de rios que beneficiam oito das 12 grandes bacias hidrográficas do País e está em constante risco devido ao desmatamento causado pela expansão agrícola. Além disso, as discussões abordarão a recente ampliação do Parque Nacional da Chapada dos Veadeiros, importante conquista da região, cuja área aumentou de 65 mil hectares para 240 mil hectares em maio de 2017. O evento deste ano também marca o aniversário de 20 anos da Casa de Cultura Cavaleiro de Jorge (CCCJ), que o criou e realiza há 17 anos.

Sobre a motivação por trás da iniciativa, Juliano George Basso, presidente da CCCJ, explica: “Nosso propósito foi criar um território dentro do bioma Cerrado, em meio ao Planalto Central, onde povos e comunidades tradicionais tivessem a oportunidade de mostrar sua arte, beleza, tecnologias sociais, saberes, fazeres, seu patrimônio cultural tão rico”, explica. “O Encontro é um momento de celebração, a oportunidade para que elas, que vêm de diferentes regiões do Brasil, se encontrem e troquem conhecimentos entre si”.

Para Juliano, o Encontro é sinônimo de desenvolvimento social, humano e econômico da região da Chapada dos Veadeiros. Com apenas 800 habitantes, durante o evento o vilarejo de São Jorge recebe pessoas do mundo inteiro, movimentando o turismo local. Para muitas comunidades participantes, o Encontro representa uma importante fonte de geração de renda, por conta do dinheiro arrecadado com a venda de artesanato e outras atividades comerciais no evento.

Serviço

O que: XVII Encontro de Culturas Tradicionais da Chapada dos Veadeiros
Quando: 15 a 30 de julho de 2017
Onde: Vila de São Jorge, Chapada dos Veadeiros, GO
Mais informações: www.encontrodeculturas.com.br

Informações para a Imprensa:
Helena Castello Branco
Tel.: (11) 3803.9473 – (11) 9 9872.3676
helena@bookcrossing.com.br

Ana Paula Mota
Tel.: (62) 9 9941.5464
anapaulamota@gmail.com

Encontro de Culturas Tradicionais da Chapada dos Veadeiros: 16 anos de resistência

Há 16 anos, na segunda quinzena de julho, o Brasil se encontra na Chapada dos Veadeiros. A vila de São Jorge, distrito de Alto Paraíso / GO, recebe representantes de diferentes povos e comunidades de todo país para celebrar os saberes e fazeres da cultura tradicional. Durante 15 dias – este ano, de 15 a 30 de julho – os olhares se voltam aos interiores, às roças, às aldeias indígenas, aos remanescentes quilombolas, aos pequenos produtores, artesãos, raizeiros, rezadeiras, parteiras, batuqueiros, aos artistas populares. Uma representação clara da riqueza imensurável do patrimônio cultural imaterial brasileiro e da força da fé popular que move nosso País.

Para se garantir como um evento transformador, ano após ano o Encontro de Culturas Tradicionais da Chapada dos Veadeiros aprende a lidar com as tecnologias sociais dos grupos tradicionais que passam por São Jorge e com eles busca construir diferentes espaços de conhecimento e formulação de estratégias que compreendam suas necessidades, demandas e dinâmicas. Foi assim que as comunidades tradicionais da região da Chapada dos Veadeiros e povos indígenas de diferentes partes do país tomaram para si esse projeto, que já faz parte da agenda coletiva de seu imaginário, apesar das dificuldades financeiras que prejudicam sua participação e a continuidade do evento.

Durante toda sua história, o Encontro se esmera em reforçar que a cultura tradicional excede conceitos. A partir de uma análise nos caminhos da legislatura nacional, fica evidente a falta de investimento e proteção às culturas que, por lei, deveriam ser resguardadas no Brasil. Pensar e debater políticas públicas, garantir formas de organização que priorizem os direitos dos povos e comunidades tradicionais é um dos grandes objetivos desse encontro. Este ano, mais do que nunca, o Encontro de Culturas se posiciona como um projeto cultural de resistência, que luta pela construção de um Brasil verdadeiro, que reconhece e valoriza suas origens.

Às portas da data programada para a realização de sua 16ª edição, o Encontro de Culturas trava uma série de batalhas para garantir sua (re)existência. Uma campanha de financiamento coletivo foi criada para custear o transporte, a hospedagem e a alimentação de representantes do povo Kalunga, uma das mais numerosas e engajadas comunidades tradicionais participantes do evento, responsável pela cerimônia de abertura do evento na vila de São Jorge, com o tradicional hasteamento do mastro do Divino Espírito Santo, a apresentação da Sussa e a encenação do Império Kalunga. A campanha fica no ar até o dia 30 de junho nowww.kickante.com.br/kalungas.

PROGRAMAÇÃO

As atividades do 16º Encontro de Culturas Tradicionais da Chapada dos Veadeiros começam na sexta-feira, 15 de julho, com a décima edição da Aldeia Multiétnica, que este ano apresenta o tema “Comunicação, Saberes Tradicionais e Novas Linguagens”. Serão sete dias de convivência com diferentes etnias indígenas, como Fulni-ô – os grandes anfitriões do encontro deste ano, Krahô, povos do Alto Xingu, Xavante, Kayapó, Kariri-Xocó, Guarani Mbya e Avá-Canoeiro. Pacotes incluindo alimentação, camping e vivência estão sendo vendidos pelo site www.aldeiamultietnica.com.br. A proposta é que, iniciada a experiência, todos os participantes incorporem-se ao cotidiano de uma aldeia. Em 10 anos de existência, mais de 20 etnias diferentes já passaram pela Aldeia, localizada a cerca de 10 km da Vila de São Jorge, em uma RPPN (Reserva Particular do Patrimônio Natural), às margens do rio São Miguel e entrecortada pelas serras da Chapada dos Veadeiros. A vivência possibilita o aprendizado sobre os fundamentos da organização social indígena, além de rudimentos do idioma, do artesanato, da gastronomia, das pinturas corporais, dos cantos, das danças e de outras manifestações culturais desses povos. É a oportunidade de conviver com líderes, xamãs, artesãos, agricultores. Uma dinâmica que oferece conhecimentos históricos, culturais e sociais das etnias participantes e dos povos indígenas em geral.

No dia 22 de julho, como manda a tradição, ao final da vivência na Aldeia os indígenas se direcionam à Vila de São Jorge e passam o “comando” da festa aos remanescentes quilombolas da Comunidade Kalunga e aos povos e comunidades tradicionais convidados. Até o dia 30, a vila será tomada por atividades, como shows, apresentações dos grupos de cultura tradicional, oficinas, rodas de prosa, intervenções artísticas e espetáculos teatrais.

Este ano, pela primeira vez, o evento recebe o I Encontro de Raizeiros e Pajés na Chapada dos Veadeiros, que acontecerá de 20 a 22 de julho na Aldeia Multiétnica, e o Encontro de Lideranças Negras, que será realizado de 23 a 25 de julho em São Jorge. A Feira de Experiências Sustentáveis do Cerrado, montada pelo terceiro ano consecutivo com o patrocínio do Sebrae, é um dos destaques desta edição e contará com 14 estandes, que terão como foco a economia criativa do Nordeste Goiano.

A programação cultural contará com a participação das cinco comunidades precursoras do evento, representantes da região da Chapada dos Veadeiros: a Caçada da Rainha de Colinas do Sul, a Comunidade do Sítio Histórico Kalunga, o Congo de Niquelândia e a Folia de Crixás.

Além destes grupos, a 16ª edição contará com atrações selecionadas mediante edital lançado no site do evento. Foram 177 propostas, enviadas das cinco regiões do país, das quais a curadoria selecionou 24 para a composição da programação artística e de parte das oficinas em 2016. Já está confirmada a participação de artistas como Mariana Aydar, Mestrinho, grupo Berimbrown, Gabriel Levy, Caixeiras do Divino da Casa Fanti Ashanti e o grupo mexicano Danza Del Venado. Esta edição também contará com o Dia da Lavadeira, realizado em 25 de julho, uma releitura da tradicional Festa da Lavadeira, permeada pelas cores do Maracatu de Baque Virado, Ciranda, Afoxé e Caboclinhos do Côco, marcantes na cultura pernambucana.

Programação completa aqui.

Fotos de divulgação em alta resolução:

Congo de Niquelandia
Império Kalunga
Caçada da Rainha
Aldeia Multietnica

Serviço

XVI Encontro de Culturas Tradicionais da Chapada dos Veadeiros
De 15 a 30 de julho de 2016
Local: Vila de São Jorge, Alto Paraíso, Goiás
www.encontrodeculturas.com.br

Assessoria de Imprensa
Comunicação & Cultura
helena@bookcrossing.com.br
(11) 99872-3676
Alessandra Alves
Arattu Comunicação
(61) 98477-3104
(61) 98407-6196