Aldeia Multiétnica promove vivência com o povo Xavante

Com a proposta de transmitir ao público conhecimentos sobre a cultura A’uwe, em meio à biodiversidade do Cerrado nativo – bioma no qual estão inseridas as aldeias dessa etnia e a Chapada dos Veadeiros – a Casa de Cultura Cavaleiro de Jorge e o Centro de Estudos Universais realizam em outubro, na Aldeia Multiétnica (GO), vivência ‘Sementes e Sonhos na Visão Xavante’, com um grupo da Aldeia Ripá (MT).

A etnia participou em julho de 2018, da XII Aldeia Multiétnica – projeto que reúne povos do Cerrado, Mata Atlântica, Caatinga e Amazônia, e de outros países, para apresentarem suas culturas de diversas maneiras -, e construíram sua casa tradicional no local. Em outubro, o público terá a oportunidade de conhecer e aprofundar seus conhecimentos sobre os modos de ser, fazer e pensar dos Xavante. Entre as atividades, estão cantos tradicionais e devocionais, pinturas corporais, corridas com toras de buriti, caminhadas em busca de plantas medicinais, contação de histórias antigas ao redor da fogueira, troca de sementes nativas e discussões sobre o sonhar consciente na tradição A’uwe.

Para os Xavante, “a vida é feita da mesma matéria dos sonhos”, portanto a estrutura social e as decisões tomadas nas aldeias são fundamentadas nos mesmos. Por meio do sonho, os indígenas desta etnia recebem orientações e mensagens sobre como devem agir e quais decisões tomar. Na vivência, os participantes terão a oportunidade de aprender e trocar experiências sobre a linguagem do sonhar, e também sobre outras particularidades culturais e espirituais desse povo.

“A Aldeia Multiétnica é um espaço de valorização dos povos indígenas que proporciona a união de diversas etnias para a defesa de suas culturas, tradições individuais e lutas em comum, além de aproximá-los da população não-indígena em uma vivência transformadora”, explica Juliano Basso, presidente da Casa de Cultura Cavaleiro de Jorge. Nascida no distrito de São Jorge (Alto Paraíso de Goiás, GO), a ONG proporciona encontros ao longo do ano, que valorizam a sociobiodiversidade, possibilitando a troca de saberes e fazeres.
Para participar da vivência, é preciso adquirir um pacote que inclui alimentação completa e hospedagem na aldeia, e toda a programação do evento. (clique aqui)
Serviço
O quê: Sementes e Sonhos na Visão Xavante – Vivência com o povo A’uwe
Quando: 11 a 16 de outubro de 2018
Onde: Aldeia Multiétnica – Alto Paraíso de Goiás (GO)
Pacote Camping: R$ 1.250,00 – Pacote Hospedaria: R$ 1.550,00
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Cine Aldeia aborda importantes temas da cultura indígena

Atividade faz parte da XI Aldeia Multiétnica, no XVII Encontro de Culturas Tradicionais da Chapada dos Veadeiros 

Chapada dos Veadeiros, 18 de julho de 2017 – Uma das novidades da XI Aldeia Multiétnica, primeira parte do Encontro de Culturas Tradicionais da Chapada dos Veadeiros, é a realização do Cine Aldeia. Até 19 de julho, serão exibidos 37 filmes, entre curtas e longas, e 10 clipes que abordam importantes temas da cultura indígena. A mostra é coordenada pelo cineasta Pedro Guimarães e curada pela jornalista Thais Brito da Silva, que é também uma das realizadoras do Cine Kurumin – Mostra Audiovisual Indígena e do Espalha a Semente – Comunicação e Cultura Indígena, premiado pelo Ministério da Cultura.

Na programação, filmes gravados em territórios indígenas do Brasil, EUA, Canadá, Peru, Panamá, Argentina, Chile, Bolívia, México, Colômbia e Paraguai. Dentre os destaques da mostra, Martírio, de Vincent Careli, que analisa a violência sofrida pelos Guarani Kaiowá, uma das maiores populações indígenas do Brasil, Taego Ãwa, de Marcela Borela, com registros culturais da tribo Ãwa, Demarcação já, de André D’elia, que traz uma homenagem de mais de 25 artistas aos povos indígenas do Brasil, e filmes do cineasta Kamikiã Kisedje. Marcela Borela, Kisedje e Delia participam ainda presencialmente da mostra.

“Os filmes são uma das formas de comunicação possíveis entre os mundos. As imagens do mundo interior se revelam, criando novas possibilidades de existência pessoal e comunitária, curando e guiando os sonhadores e aqueles que os cercam. No cinema indígena, as imagens criam pontes e mostram caminhos para acessarmos a memória do espírito do planeta. Nos relembrar que todos vivemos o mesmo mito: a humanidade”, explica o cineasta Pedro Guimarães, coordenador da mostra.

Serviço:
O que: Cine Aldeia – Mostra de Cinema Indígena
XI Aldeia Multiétnica do XVII Encontro de Culturas Tradicionais da Chapada dos Veadeiros
Quando: até a 21 de julho de 2017
Onde: Aldeia Multiétnica, Chapada dos Veadeiros, GO (22 Km de São Jorge)
Programação Completa: https://goo.gl/WBHYVe
Fotos de divulgação: https://goo.gl/oe19Nm
Mais informações: www.encontrodeculturas.com.br

Ajude o Encontro de Culturas: Você já se perguntou qual é o lugar dos povos indígenas e comunidades tradicionais no nosso país?


#DemocratizeACultura

Nós, os organizadores do Encontro de Culturas Tradicionais da Chapada dos Veadeiros, acreditamos que é a partir da cultura que poderemos fazer uma transformação. Para isso, contamos com vocês!

Por: Narelly Batista

Foto: Leonil Junior

Nós, os organizadores do Encontro de Culturas Tradicionais da Chapada dos Veadeiros, acreditamos que é a partir da cultura que poderemos fazer uma grande revolução. É valorizando as manifestações culturais do Brasil como pontos de resistência contra os avanços progressivos de uma parcela da população que não reconhece o Brasil Profundo como parte fundamental para o desenvolvimento social, humano e econômico do país,que poderemos construir uma nova história para o Brasil: mais humano, verde, fraterno e forte.

Nesses últimos nove anos em que realizamos a Aldeia Multiétnica e 15 do Encontro de Culturas Tradicionais da Chapada dos Veadeiros, temos discutido justamente o que significa para os povos indígenas e comunidades tradicionais esse tipo de atividade.

Para Aritana, em sua língua original, Txacumaiá, da etnia Fulni-ô, o evento é um espaço de construção coletiva em que irmãos que em alguns casos pouco tiveram contato com outras etnias podem se reconhecer como parceiros na luta pela manutenção da cultura e sobrevivência.

Assim como Aritana, Dona Dainda, uma das importantes lideranças femininas do território Kalunga, acredita que o evento reúne gente como ela, que nos mais diversos lugares do país ainda sofre pelo isolamento social e cultural de seu povo, uma herança maldita da exploração dos povos originários e da população negra escravizada e trazida do continente africano ao Brasil.

Para continuarmos proporcionando esses encontros, precisamos nos reinventar. Os treze últimos anos foram fundamentais para as políticas públicas voltadas à cultura no país, mas a instabilidade política do momento interfere diretamente nesse processo. Precisamos, mais do que nunca, da colaboração dos amigos, produtores culturais, comunicadores e apoiadores do evento para continuarmos realizando o Encontro de Culturas Tradicionais da Chapada dos Veadeiros.

Para nós, o lugar das comunidades tradicionais é ocupando a democracia e as narrativas do nosso povo e é por isso que precisamos da sua ajuda.

Entenda:

Este ano teremos por quinze dias uma programação extensa na Vila de São Jorge, que reúne artistas, grupos de cultura tradicional, povos indígenas, pesquisadores, estudantes das mais variadas áreas do conhecimento, comunidades remanescentes quilombolas e comunidade em geral para celebrar e discutir um novo Brasil. Nesta programação temos a X Aldeia Multiétnica, o I Encontro de Culturas Negras, o Encontro de Capoeira Angola, a Feira de Experiências Sustentáveis do Cerrado e o I Encontro de Raizeiros. Para que tudo isso seja possível, precisamos da sua colaboração.

Não temos recursos para realizar o evento como nos anos anteriores e para que o projeto se mantenha vivo apostamos na força das redes e do coletivo.

Saiba como ajudar:

1. Para garantir a presença do Grupo do Sítio Histórico Kalunga, lançamos uma campanha no Kickante com uma meta de R$ 50.000,00, que cobrirão os gastos de transporte, alimentação,  hospedagem e ajuda de custo para os integrantes desse grupo durante os dias de evento.

Há 16 anos, a serem completados em 2016, os kalungas se reúnem no Encontro de Culturas Tradicionais da Chapada dos Veadeiros para apresentarem ao público a riqueza de suas tradições.Eles são responsáveis pela cerimônia de abertura do Encontro, com o tradicional hasteamento do mastro do Divino Espírito Santo, a apresentação da Sussa e a encenação do Império Kalunga. Neste ano, pedimos o apoio de todos para manter essa tradição. Nos ajude a trazer ainda mais pessoas da comunidade Kalunga para essa linda festa de valorização cultural, força, fé, alegria, resistência e diversidade. Mostre seu apoio e nos ajude a custear a viagem dos nossos parceiros a partir da plataforma do Kickante AQUI.

2. Se você não possui cartão de crédito, você pode fazer uma doação de qualquer valor diretamente na conta da Casa de Cultura Cavaleiro de Jorge para auxiliar nos gastos gerais do evento.

Casa de Cultura Cavaleiro de Jorge
CNPJ. 10.680.513/0001-44
Banco do Brasil
Agência: 4546-2
C.C: 8437-9

Mostre seu apoio! Seguimos juntos!

Fonte: Encontro de Culturas