Chapada dos Veadeiros recebe indígenas Fulni-ô para vivência

Os participantes se integrarão à dinâmica e ao cotidiano de uma aldeia indígena durante sete dias, no espaço da Aldeia Multiétnica

A Casa de Cultura Cavaleiro de Jorge realizará uma vivência indígena de 16 a 23 de abril, em homenagem ao Dia do Índio, celebrado no dia 19 do mesmo mês. Serão sete dias de convivência com os indígenas da etnia Fulni-ô, de Pernambuco, no espaço da Aldeia Multiétnica, próximo à vila de São Jorge, distrito de Alto Paraíso de Goiás (GO).

O espaço da Aldeia foi criado à beira do rio São Miguel, em meio às serras da Chapada dos Veadeiros, para permitir o intercâmbio cultural e de conhecimentos entre comunidades indígenas e pessoas de diversas regiões do Brasil e do mundo que tenham interesse pela cultura tradicional brasileira.

O curso de vivência possibilita o aprendizado sobre os fundamentos da organização social dos Fulni-ô, além de rudimentos do idioma, do artesanato, da gastronomia, dos cantos, das danças e de outras manifestações culturais desse povo, por meio da vivência direta com uma comunidade da etnia pelo período de sete dias. Será a oportunidade de conviver com líderes, xamãs, artesãos e agricultores Fulni-ô. A dinâmica oferece conhecimentos históricos, culturais e sociais da etnia e dos povos indígenas em geral.

Iniciada a experiência, todos deverão incorporar-se à dinâmica e ao cotidiano de uma aldeia Fulni-ô. Pela manhã, à tarde e à noite também serão realizadas oficinas e rodas de conversa sobre assuntos relacionados à cultura e às especificidades dos povos indígenas.

Sobre os Fulni-ô
Os Fulni-ô também são conhecidos na literatura histórica como Carnijós ou Carijós. Constituem o único grupo do Nordeste do Brasil que conseguiu manter seu próprio idioma vivo e ativo, o Ia-tê. Ele é falado principalmente pelos adultos e membros mais velhos, mas continua cumprindo um papel importante dentro dos rituais sagrados, como o Ouricuri. Durante esse ritual sigiloso, que dura os meses de setembro e outubro, todos os indígenas Fulni-ô mudam-se para uma segunda aldeia, permanecendo até o final da cerimônia.

Dentro da aldeia, a vida econômica gira basicamente em torno da agricultura de subsistência e também do comércio de artesanatos feitos de palma, como bolsas, esteiras, chapéus e abanos.

Com relação às manifestações culturais dos Fulni-ô, as principais são a dança e a música, inspiradas em vários animais, sendo o Toré o mais tradicional. Os instrumentos mais utilizados são a maraca, o toré e a flauta.

Agenda da Vivência Fulni-ô
De 16 a 23 de abril (7 dias de vivência / 7 diárias).
Ao todo serão disponibilizadas 30 vagas*
*pacotes para escolas, universidades e grupos têm preços especiais e podem ser negociados pelo e-mail aldeia@encontrodeculturas.com.br
Inscrições até o dia 10 de abril, exclusivamente pelo site http://www.aldeiamultietnica.com.br
Será fornecido certificado do curso.
Informações: aldeia@encontrodeculturas.com.br
Telefones: 62 3455 1077 / 61 8458 7670 / 61 8585 7670

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