Instrutor Sênior supera sintomas de esclerose múltipla e ministra workshop de Iyengar Yoga em São Paulo

Em agosto, a incrível história de superação de Garth McLean poderá ser conhecida de perto, quando o instrutor canadense estará no Brasil pela primeira vez, a convite do Estudyo Iyengar Yoga São Paulo, para ministrar o Workshop “Equilibrando o Sistema Nervoso através do Yoga”. Voltado para alunos e professores de Yoga e demais interessados no tema, o Workshop vai abordar os princípios da prática e como adaptá-la para manter um sistema nervoso saudável e melhorar quadros de doenças neurológicas.

Ao ser diagnosticado com esclerose múltipla, em 1996, depois de ter perdido grande parte dos movimentos do corpo, o aficcionado em spinning e em artes marciais Garth McLean pensou que nunca mais subiria em uma bicicleta. No hospital, internado devido ao agravamento de seu estado clínico, ouviu o conselho de seu neurologista de praticar Yoga regularmente para diminuir o estresse gerado pela doença. Garth matriculou-se no Iyengar Yoga Institute de Los Angeles, cidade onde reside, numa decisão que alteraria significativamente os efeitos da doença sobre a sua vida. Logo na primeira aula, foi colocado em posturas que o fizeram se sentir tão bem a ponto de adquirir confiança para seguir com práticas diárias. “Em poucas semanas, a Yoga trouxe de volta a sensibilidade nos membros inferiores e me tornou capaz de andar com constância, além de combater outros sintomas específicos da EM, como fadiga, dormência, formigamento, neurite óptica, depressão e dores”, diz Garth. Aliviado pelos efeitos transformadores do Yoga, começou a estudar com afinco para compartilhar sua experiência com o mundo e ajudar outros pacientes a lidar com o pesadelo da EM, tornando-se Professor Sênior de Iyengar Yoga, certificado pela Associação do Sul da Califórnia.

Garth ministra oficinas terapêuticas e workshops regulares para pessoas que convivem com EM e aos seus professores; trabalhando também com indivíduos que enfrentam condições como Parkinson, epilepsia, distrofia muscular, que estão em fase de recuperação de acidente ou com dificuldades de movimento. O instrutor viaja anualmente à Puna, na Índia, para aperfeiçoar seus estudos com a família do falecido mestre B. K. S. Iyengar, fundador da Iyengar Yoga, que o aconselhou a “caminhar diariamente na tênue linha entre a coragem e a cautela”.

O instrutor está livre de remédios desde 2003, sob a condição que seu médico impôs de que as lesões em seu cérebro fossem monitorados anualmente por exames de ressonância magnética. As análises comparativas dos resultados mostram estabilidade e uma diminuição no tamanho e no número de lesões na matéria branca subcortical, afirma o Dr. Hart Cohen, neurologista californiano que faz o acompanhamento clínico de Garth.

Idealizado e dirigido por Analu Matsubara, instrutora certificada de Iyengar Yoga, o Estudyo Iyengar Yoga São Paulo tem trazido para o Brasil professores sêniores que aplicam o método Iyengar Yoga de forma especializada. O intuito é reforçar a vocação preventiva, reparativa ou atenuadora de sofrimento não apenas em casos de doenças, mas de situações que requerem cuidados especiais como, por exemplo, a gestação. “Acreditamos que o método possui inúmeras aplicações complementares às prescrições e tratamentos médicos. Por isso, além de trazer essas experiências a praticantes e professores, queremos criar diálogos com as comunidades científicas dedicadas ao temas que promovemos.”, explica a especialista.

Workshop ‘Equilibrando o Sistema Nervoso através do Yoga’
Com Garth McLean, Instrutor Sênior de Iyengar Yoga (Los Angeles, CA)
Local: Estudyo Iyengar Yoga São Paulo
Endereço: Hotel Matsubara – Rua Cel. Oscar Porto 836 – Paraíso, São Paulo. Tel.: (11) 3681.4754 e (11) 9.9995.5769
Datas: 19, 20 e 21 de agosto de 2016
Horários: Das 8h30 às 12h e das 14h às 17h30
Publico Alvo: Dia 19/08 – Alunos e professores de Yoga e demais interessados na saúde do sistema nervoso. Dias 20 e 21/08: Alunos com 6 meses de experiência e professores de Yoga.
Valores: Até 1º de Maio: R$ 340 (1 dia), R$ 590 (2 dias), R$ 840 (3 dias).
Após 1º de Maio: R$ 390 (1 dia), R$ 640 (2 dias), R$ 890 (3 dias)
Forma de pagamento: depósito em conta, cheque ou cartão de crédito (via PagSeguro, com acréscimo de taxa de operação).
Informações e inscrições: www.iyengaryogasaopaulo.com.br
Capacidade: 80 alunos / dia

Links:
Garth McLean:  http://yogarth.com/
Facebook: StudioIyengarYogaSaoPaulo
SIYSP: www.iyengaryogasaopaulo.com.br

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Chapada dos Veadeiros recebe indígenas Fulni-ô para vivência

Os participantes se integrarão à dinâmica e ao cotidiano de uma aldeia indígena durante sete dias, no espaço da Aldeia Multiétnica

A Casa de Cultura Cavaleiro de Jorge realizará uma vivência indígena de 16 a 23 de abril, em homenagem ao Dia do Índio, celebrado no dia 19 do mesmo mês. Serão sete dias de convivência com os indígenas da etnia Fulni-ô, de Pernambuco, no espaço da Aldeia Multiétnica, próximo à vila de São Jorge, distrito de Alto Paraíso de Goiás (GO).

O espaço da Aldeia foi criado à beira do rio São Miguel, em meio às serras da Chapada dos Veadeiros, para permitir o intercâmbio cultural e de conhecimentos entre comunidades indígenas e pessoas de diversas regiões do Brasil e do mundo que tenham interesse pela cultura tradicional brasileira.

O curso de vivência possibilita o aprendizado sobre os fundamentos da organização social dos Fulni-ô, além de rudimentos do idioma, do artesanato, da gastronomia, dos cantos, das danças e de outras manifestações culturais desse povo, por meio da vivência direta com uma comunidade da etnia pelo período de sete dias. Será a oportunidade de conviver com líderes, xamãs, artesãos e agricultores Fulni-ô. A dinâmica oferece conhecimentos históricos, culturais e sociais da etnia e dos povos indígenas em geral.

Iniciada a experiência, todos deverão incorporar-se à dinâmica e ao cotidiano de uma aldeia Fulni-ô. Pela manhã, à tarde e à noite também serão realizadas oficinas e rodas de conversa sobre assuntos relacionados à cultura e às especificidades dos povos indígenas.

Sobre os Fulni-ô
Os Fulni-ô também são conhecidos na literatura histórica como Carnijós ou Carijós. Constituem o único grupo do Nordeste do Brasil que conseguiu manter seu próprio idioma vivo e ativo, o Ia-tê. Ele é falado principalmente pelos adultos e membros mais velhos, mas continua cumprindo um papel importante dentro dos rituais sagrados, como o Ouricuri. Durante esse ritual sigiloso, que dura os meses de setembro e outubro, todos os indígenas Fulni-ô mudam-se para uma segunda aldeia, permanecendo até o final da cerimônia.

Dentro da aldeia, a vida econômica gira basicamente em torno da agricultura de subsistência e também do comércio de artesanatos feitos de palma, como bolsas, esteiras, chapéus e abanos.

Com relação às manifestações culturais dos Fulni-ô, as principais são a dança e a música, inspiradas em vários animais, sendo o Toré o mais tradicional. Os instrumentos mais utilizados são a maraca, o toré e a flauta.

Agenda da Vivência Fulni-ô
De 16 a 23 de abril (7 dias de vivência / 7 diárias).
Ao todo serão disponibilizadas 30 vagas*
*pacotes para escolas, universidades e grupos têm preços especiais e podem ser negociados pelo e-mail aldeia@encontrodeculturas.com.br
Inscrições até o dia 10 de abril, exclusivamente pelo site http://www.aldeiamultietnica.com.br
Será fornecido certificado do curso.
Informações: aldeia@encontrodeculturas.com.br
Telefones: 62 3455 1077 / 61 8458 7670 / 61 8585 7670

Grandmas Project – Receitas e histórias de avós, filmadas pelos netos

Grandmas Project é uma websérie colaborativa onde jovens diretores do mundo inteiro filmam as suas avós, se prevalecendo das receitas favoritas para contar a relação e a herança familiar. O projeto foi desenvolvido por Jonas Pariente, produtor e cineasta francês, e financiado via Kickstarter com doações que já atingiram 21 mil dólares.

Os dois primeiros episódios são Molokheya, de Jonas Pariente, que retrata Suzanne “Nano” Pariente, a avó egípcia do criador do Grandmas Project, e Lait de Poule (Gemada), de Irvin Anneix, com a avó francesa Simone “Mamie Yoda” Anneix.

No terceiro capítulo da série, o curta-metragem Mehchi (charuto de folha de uva em árabe) o diretor franco-brasileiro Mathias Mangin usa uma das receitas de Dona Rosa, sua avó de origem libanesa, para contar a sua relação com o Brasil, mostrando como uma comida vinda do oriente tornou-se, ao longo da sua vida, um elo de amor com o Brasil. 

O objetivo do Grandmas Project é produzir 30 filmes em diversos países. Cinegrafistas, videomakers e interessados em contas suas histórias em vídeo podem se inscrever pelo site do projeto. Os diretores selecionados devem filmar seguindo 3 regras:

1) Filmar as suas avós: Grandmas Project almeja criar um laço íntimo com essas famílias, narrando de um jeito pessoal as grandes transformações do século 20: migrações, guerras, feminismo.

2) Mostrar a receita: Grandmas Project acredita que é o modo mais universal de entrar na história das avós.

3) Filme de 8 minutos: Grandmas Project foi desenhado para a internet e celular. Oito minutos é o bastante para uma experiência narrativa que também pode ser assistida no ônibus ou no metrô. Todos os filmes vem com uma receita, bônus em vídeo e foto que ajudam a navegar nesse universo com o auxílio de palavras chaves.

Os próximos episódios serão dirigidos por dois talentos emergentes: Emma Luchini, que ganhou um César Award (Oscar francês) de Melhor Curta-Metragem de 2015, e Mona Achache, diretora de dois filmes que estreiaram no Palm Springs International Film Festival.

Sobre Jonas Pariente
C
resceu em Paris, em uma família egípcia-polaca. Seus filmes exploram a noção de identidade em relação a migração, território e crises da vida. Seu documentário de estreia Next year in Bombay – a história de dois educadores na Índia numa comunidade judaico-indiana de 2 mil anos – estreiou no Palm Springs Film Festival e foi selecionado em diversos festivais internacionais. Retornou à Índia para a sua série de documentários Portrait of a New World, encomendado pela TV pública francesa France 5. Criador do Grandmas Project, websérie colaborativa que convida jovens cineastas a fazerem curtas-metragens sobre suas próprias avós e como elas cozinham, e compartilhá-los em uma plataforma interativa. O projeto ganhou o Soft Spot Award e foi selecionado para o Sheffield Doc e Dok Leipzig.

Sobre Mathias Mangin

Mathias Mangin, 33 anos, nasceu em São Paulo numa família de origem libanesa e foi criado entre a França e o Brasil. Entre outros filmes, co-dirigiu os premiados documentários Next Year in Bombay e Dona Rosa. Está em pré-produção do longa-metragem que ele roteirizou, Hemorragia, comédia dramática inspirada no curta-metragem Dona Rosa e que será filmado em 2016. Também desenvolve o drama de longa-metragem Bárbaros, um panorama da cidade de São Paulo. 

grandmasproject.org
Teaser: https://vimeo.com/62091472
Facebook: /grandmasproject