Hermógenes, Professor e Poeta do Yoga

Filme sobre precursor do Yoga no Brasil
estreia em 10 salas de cinema
Documentário de Bárbara Tavares traz imagens inéditas e a última entrevista do 
professor Hermógenes, morto aos 94 anos em março deste ano 
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Em cartaz há três semanas nos cinemas do Rio de Janeiro, o documentário “Hermógenes, professor e poeta do yoga”, sobre um dos precursores do Yoga no Brasil, ganha o país e estreia a partir de 06 de agosto em Brasília, Maceió, Manaus, Recife, Goiânia, Fortaleza, Vila Velha, São Paulo, Campinas (SP) e São José dos Campos (SP). A pré-estreia em São Paulo acontece em 15 de agosto. Conhecido como Professor Hermógenes, o autor e líder espiritual brasileiro escreveu mais de 30 livros sobre terapia holística e bem-estar e inspirou a vida de milhares de pessoas no Brasil e no exterior por meio da filosofia oriental do Yoga.
Dirigido por Bárbara Tavares, o longa-metragem traz imagens inéditas e a última entrevista de Hermógenes, que faleceu aos 94 anos em março de 2015. O filme, uma produção 100% independente, reúne ainda entrevistas com personalidades como Marcelo Yuka e Jackson Antunes e imagens raras, de seu acervo pessoal, com suas viagens à Índia, palestras, participações em programas de TV e encontros com mestres como Chico Xavier e Sai Baba. Trilha sonora com o americano indicado ao Grammy, Krishna Das.
“O ponto de partida do filme foi a vontade de mostrar às novas gerações a importância desse pensador brasileiro”, conta a diretora e roteirista Bárbara Tavares, praticante do Yoga e seguidora de sua filosofia há mais de uma década. A mágica dessa produção começou  quando uma das filhas do Professor Hermógenes encontrou uma película de 16mm, dos anos 70, perdida e mau conservada no sótão de sua casa. “Ela me entregou o material para que eu tentasse descobrir o conteúdo, e ao levá-lo para um estúdio em Los Angeles vi alguns dos registros mais emocionantes da vida dele”, lembra a cineasta.
Sobre Professor Hermógenes
O militar José Hermógenes de Andrade Filho, mais conhecido como professor Hermógenes, nasceu em Natal, em 1921, e foi professor do colégio militar do Rio de Janeiro. Na década de 60, após um diagnóstico de tuberculose avançada aos 35 anos de idade, Hermógenes descobriu os benefícios do Yoga para a saúde física e mental e disse ter se curado ao praticar Yoga regularmente, escondido no banheiro. “Me curei da cura. A cura da tuberculose me deixou doente, e o Yoga me curou da cura”, conta ele no filme.
A partir daí, Hermógenes passou a dedicar sua vida à divulgação do Yoga e de sua filosofia, chegando a realizar doutorado em Yogaterapia pelo World Development Parliament da Índia e a conquistar o título de Doutor Honoris Causa pela Open University for Complementary Medicine. Ele começou a escrever livros sobre o assunto, lançando “Autoperfeição com a Hatha Yoga”, hoje um best seller que já atingiu a expressiva marca da 50ª edição. Hermógenes faleceu em março deste ano, aos 94 anos, vítima de mal de Parkinson, mas seus livros e falas seguem impactando a vida de milhares pessoas no Brasil e no exterior.
Sobre o filme
O documentário mostra como seu trabalho, de mais de meio século, transformou a vida de pessoas em diversas partes do mundo e apresenta o Yoga num aspecto mais amplo do que é corriqueiramente conhecido: como um exercício físico para contorcionistas ou para terceira idade. Yoga vai além, é uma prática milenar de meditação, respiração, alimentação saudável, desenvolvimento espiritual, autocura, não-violência, numa busca pelo equilíbrio integral, sintonização do corpo e a mente.
Muitos referem-se a Hermógenes como “médico da alma”, pois ele se dedicou a difundir o que a ciência hoje certifica: Yoga beneficia o corpo e a mente. Um exemplo é Hospital Albert Einsten, centro de referência em São Paulo, que usa o método do Yoga em seus pacientes. No filme, o médico responsável pelo projeto, Dr. Paulo de Tarso, conta como o Yoga tem beneficiado os pacientes com câncer.
Se na Índia, o Yoga é praticado há milhares de anos, no ocidente sua prática ainda é nova. Nos EUA já são mais de 15 milhões de adeptos, que gastam anualmente US$ 5,7 bilhões em aulas, retiros e produtos relacionados ao Yoga (Fonte: “Yoga in America Study”/2008). No Brasil, não há pesquisas específicas, mas estima-se que já tenha ultrapassado 2 milhões o número de praticantes.
Depoimentos no filme
No documentário ouviremos várias histórias de superação através do Yoga, uma delas do músico e compositor Marcelo Yuka que após ser atingido por uma bala perdida e ficar paraplégico “entrei numa depressão profunda (…) o corpo mudou mas a mente não admitiu essa mudança” conta Yuka no filme. Ao conhecer Yoga e meditação “eu começo a achar que parte das minhas soluções estavam em mim. (…) eu construí um porto seguro que ninguém me tira, porque está em mim.
O ator Jackson Antunes sofria de síndrome do pânico, doença que o prof. Hermógenes denomina como “A Coisa”, quando encontrou o livro de poesia do Hermógenes “Mergulho na Paz” num ónibus. “Aquilo caiu como uma pedra de açúcar (…) Existem pessoas que escrevem por escrever, existem pessoas que escrevem por amor. O professor é o próprio amor” diz Jackson.
Ana Carolina é uma menina como tantas outras que queria seguir o padrão da moda, o que a levou a sofrer de anorexia aos 15 anos. “Eu ficava pesquisando um jeito de me matar (…) esse era o meu hobby. Quando eu comecei a praticar Yoga eu comecei a sentir uma paz muito grande comigo mesma, eu não sabia porquê, mas as aulas de Yoga passaram a ser meu remédio diário“, conta Carolina no filme.
FICHA TÉCNICA
Produção: Bodhgaya Films
Em parceira com: Instituto Hermógenes
Direção e Roteiro: Bárbara Tavares
Direção de Fotografia e Pós Produção: Frandu Almeida
Consultoria: Thiago Leão
Gênero: Documentário
Duração: 104 minutos
Elenco Principal: Marcelo Yuka, Jackson Antunes, Prem Baba, Marco Schultz, Marcos Rojo, Gloria Arieira, Swami Nirmalatmananda, Lokasaksi, Padre Haroldo, Dr. José Ruguê, Dr. Paulo de Tarso, professora Celeste, Marcia de Luca entre outros.
Música: Krishna Das e Audio Network
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Corrupção na Administração Pública é tema de disciplina inédita na Faculdade de Direito da USP

“Corrupção na Administração Pública” é o tema da disciplina inédita de Mestrado e Doutorado da Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo (Largo São Francisco). As aulas serão ministradas a partir desta quinta-feira, 13/08, pelo Prof. Dr. Gustavo Justino de Oliveira.

“Os recentes escândalos envolvendo corrupção no setor público como o Mensalão e a Operação Lava-Jato estimularam o debate mais aberto e aprofundado sobre o tema dos atos de corrupção praticados por agentes públicos e privados no Brasil. Um reflexo decorrente desses escândalos foi a necessidade de se promover ajustes normativos no sistema de prevenção e de combate à corrupção, sobretudo no âmbito da esfera administrativa”, explica Justino de Oliveira.

A edição de novas leis como Ficha Limpa, Acesso à Informação, Conflito de Interesses e Anticorrupção, acrescido de ajustes constantes na Lei de Improbidade e nos Estatutos funcionais em geral, entre outros diplomas legislativos, são fatores que motivam uma reflexão sobre a efetividade do sistema brasileiro de combate à corrupção, sobretudo sob o ponto de vista da accountability e da responsabilização jurídica dos agentes públicos e privados que praticam estes atos ilegais.

Importa refletir sobre os papéis tradicionais e aqueles recentemente assumidos pelos diferentes atores que detêm competência preventiva e repressiva na matéria, como a Controladoria Geral da União, a AGU, o Ministério Público, a Polícia Federal, o Tribunal de Contas e o Poder Judiciário em geral: há integração ou persistem as atuações isoladas? Quais os instrumentos atualmente existentes para combater e responsabilizar os agentes no âmbito da corrupção administrativa e política? O atual sistema de combate à corrupção é efetivo? Quais são os limites e a extensão das responsabilidades política, administrativa, cível e judicial? Quais são e por que eventualmente ainda seriam necessários ajustes no sistema normativo e administrativo? Qual o papel da sociedade civil no combate à corrupção? É necessário controlar os órgãos de controle competentes para combater a corrupção? Quais os standards internacionais e quais países podem ser considerados referências no tema? Qual a posição do Brasil e dos BRICS perante a cooperação internacional para o combate à corrupção?

Estas são algumas das reflexões que serão realizadas no curso, com a finalidade de se empreender uma crítica fundamentada das bases e dos instrumentos jurídico-normativas vigentes, estimulando assim o debate sobre o aperfeiçoamento do sistema brasileiro de combate à corrupção.

Gustavo Justino de Oliveira, professor do departamento de Direito Administrativo da Universidade de São Paulo, possui larga experiência profissional e acadêmica adquirida em mais de 20 anos de atuação. É autor de inúmeros artigos publicados em revistas especializadas nacionais e internacionais, além de diversos livros na área de Direito Administrativo e Terceiro Setor. Dentre suas principais titulações, é Doutor em Direito Administrativo pela USP, Pós-doutor em Direito do Estado pela Faculdade de Direito de Coimbra (Portugal, 2008) e Pós-Doutor em Arbitragem Internacional pelo Max Planck Institut für ausländisches und internationales Privatrecht (Hamburg-Alemanha, 2013).

Hoffice cria espaço gratuito de coworking na Casa Goia

De 12 a 15 de agosto o movimento Hoffice SP estará no DW! – São Paulo Design Weekend, o maior festival de design da América Latina, ocupando três ambientes da Casa Goia.

Além de reunir empreendedores de diferentes áreas para uma semana diferenciada de trabalho, o intuito da ação é apresentar conceito do Hoffice ao público, como uma nova forma de trabalho e de convivência, e inspirar designers, arquitetos e artistas a criarem suas obras e projetos pensando no ambiente e público home office e coworker.

No período da tarde, o espaço será aberto ao público, que vai poder participar da programação de filmes, exposições, oficinas e bate-papo com designers e artistas, preparada pelo Hoffice SP e pela Casa Goia especialmente para o DW!.

Hoffice
é uma rede de profissionais criando espaços temporários e gratuitos de trabalho. O movimento surgiu na Suécia e está presente em 34 países. Em São Paulo, o Hoffice começou em 2015 e vem realizando encontros que reúnem empreendedores, empreendedores sociais e profissionais liberais, promovendo networking e o compartilhamento gratuito de casas e escritórios.

Serviço

Hoffice na Casa Goia na DW!
De 12 a 15 de agosto, das 10h às 14h
Das 14h às 20h:
Exposições, filmes, bate-papo e oficinas (com Fabíola Bergamo, Shisha Kessin, Dorinha Ramos, Pedro Petry, Gerbar Ventiladores, Flavia K, entre outros)
Casa Goia: 
Rua Cônego Eugênio Leite 218 – São Paulo, SP
DJ convidada: Psicofilia (aka Thay Azevedo)
Organização: Helena Castello Branco, Andrezza Stamato Perri, Claudia Vaciloto e Shisha Kessin, em parceria com a Casa Goia
Facebook: Hoffice SP


Assessoria de Imprensa:

Helena Castello Branco
11 9 9872.3676 – 11 3803.9473
helena@bookcrossing.com.br

Betty Milan fala sobre câncer e loucura em sua nova peça

A apresentação inédita de Dora não pode morrer é uma exceção dentro da série do Itaú Cultural, que, tradicionalmente, leva ao público, todas as semanas e com entrada franca, encenações que já estiveram em cartaz

No dia 18 de agosto (terça-feira) às 20h, o Itaú Cultural recebe Dora não pode morrer, a mais nova peça de Betty Milan. Com direção de Miguel Prata e, no elenco, o Grupo Vozes, composto por Barbara Riethe, Julia Moretti, e o próprio diretor, o texto gira em torno da médica que lhe dá nome, a qual considera sua saúde é infalível, e da sua irmã Vera, que teve um câncer, se curou e obedece cegamente ao médico.

Dora está afetada por um bócio, mas, ainda assim, não se submete corretamente ao controle da tireoide que deve fazer. Pressionada por Vera, a doutora vai ao médico, o qual aventa a possibilidade de um câncer e diz que uma operação se faz urgente. A reação dela, além de inesperada, é inexplicável. Recusa-se a ser operada, porque, diz, não pode morrer. Dora, na verdade, não acredita no tratamento, já que o se pai morreu de câncer. No decorrer da narrativa, outras razões afloram do seu inconsciente e acabam revelando que a cura tanto depende do médico quanto do paciente e é necessário levar em conta a sua história subjetiva.

 

Teatro Dramático e Teatro Lírico

Em março de 2015, a escritora, psicanalista e dramaturga Betty Milan lançou pela Giostri Editora a obra Teatro Dramático e Teatro Lírico, que reúne seis peças de sua autoria, incluindo a inédita Dora não pode morrer. O teatro de Betty Milan deslanchou em 1994 com Paixão, escrita para a atriz Nathalia Timberg e encenada até hoje em vários estados do Brasil, afim de celebrar o amor. A esta peça, seguiram-se dois outros textos também de caráter lírico: Paixão de Lia (1994) e O amante brasileiro (2003), a pedido de atores do Teatro Oficina.

Em seu teatro dramático encontram-se Brasileira de Paris (2005), uma sátira da libertinagem e do machismo, e Adeus Doutor (2008), sobre uma mulher ocidental descendente de orientais que, por não se identificar com as ancestrais, não pode ser mãe. A heroína supera a impossibilidade graças a uma análise, que revela as razões inconscientes do seu drama. Na mesma trilha de Adeus Doutor, Betty Milan apresenta Dora não pode morrer, revelando a importância da história subjetiva do doente para a cura.

Ficha Técnica
Texto: Betty Milan
Direção: Miguel Prata
Atores: Grupo Vozes (Barbara Riethe, Julia Moretti e Miguel Prata)
Desenho de luz: Miguel Prata
Sonoplastia e operação de som: Fábio Carrilho
Operação de Luz: Martin Müller
Figurino: Karina Satto
Cenografia: Grupo Vozes

SERVIÇO
TERÇA TEM TEATRO
Dora não pode morrer, de Betty Milan
Dia 18 de agosto, às 20h
Duração: 60 minutos
Classificação Indicativa: livre
Entrada franca (ingressos distribuídos com 30 minutos de antecedência)

Itaú Cultural
Avenida Paulista, 149, Estação Brigadeiro do Metrô
Fones: 11. 2168-1776/1777
www.itaucultural.org.br