Carta ao filho, livro de Betty Milan (Record)

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“ANTES de ter que me curar do apego a você, foi preciso te engendrar, e não foi fácil. A concepção se impôs quando o seu pai expressou o desejo de ter um filho. Ouvi e estranhei. No dia seguinte, me ocorreu que eu não me lembrava da canção de ninar da mãe e não saberia o que cantar para a criança. Disse exatamente isso a Lacan, que respondeu: “Para o filho, você inventa uma canção nova”. Falou e suspendeu a sessão.

Achei a resposta bonita, porém saí sem entender. Por que o corte tão abrupto? O que Lacan queria que eu percebesse? Só na rua, depois da sessão, entendi que não é preciso fazer o que a mãe fez. Agora, escrevendo para você, entendo que a mãe não deve se servir de nenhuma outra como modelo. Cada filho sendo único, a mãe terá que ser única também. Isso significa que ela só aprende a ser mãe, sendo – aprende com o filho.”

A mãe, nua e crua
Herdeiras da revolução sexual, elas aprenderam a reconhecer e exercer seu desejo, mas ainda se debatem entre modelos de maternidade. A mãe santa, puro sacrifício pelo filho. A boa mãe, que tudo aceita e nada limita. A mãe nula, que se anula e perde tudo o que foi conquistado pelas mulheres na sociedade. Ou a que insiste na liberdade sexual, mas vive envolta em culpa e segredo.

Neste livro, é a ousadia que vigora. Partícipe da revolução sexual e de outras revoluções políticas e comportamentais contemporâneas, a autora vive as conquistas das mulheres e recusa a pressão social que pretende fechar a mãe numa clausura. Sua Carta ao filho é uma reflexão séria e profunda sobre a condição materna neste século, desde os prazeres da Madona com seu rebento no seio, até as dores da entrega do filho ao mundo, passando, é claro, pelos desafios da formação do filho pelos pais.

Nessa trajetória, as teorias não têm vez. É do vivido que saem as descobertas. Que não existe modelo de maternidade, por exemplo, pois, se o filho é um, também a mãe tem de ser uma – e mesmo uma diferente com cada filho. Que da escuta do filho depende a conduta adequada da mãe na relação dos dois. Até a doída surpresa do momento em que o filho diz da namorada “Ela é a mulher da minha vida, mãe”, e esta se pergunta: “E eu?”.

Tudo o que palpita na sociedade e no inconsciente está na pauta da vida e da literatura de Betty Milan, médica, psicanalista, escritora que se expressa no romance e no teatro por meio da autoficção. Nesta Carta ao filho, sua incursão chega a um axioma libertador: para ser boa mãe, não há regra nenhuma, apenas a escuta do filho. Ou seja, ninguém ensina a ser mãe.

Livre do tabu de que a mãe tem de ser infalível, Betty Milan comunica às mães essa libertação.

Carta ao filho
Betty Milan
160 páginas
Preço: R$ 29,90
Grupo Editorial Record / Record

Assessoria de Imprensa
Helena Castello Branco
Comunicação & Cultura

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NEPAD/USP abre processo seletivo para admissão de novos membros

O Núcleo de Estudos e Pesquisas em Direito Administrativo Democrático da Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo – NEPAD/USP abriu o processo seletivo para a admissão de novos membros em 2013. Estão sendo oferecidas 10 vagas, a serem preenchidas com alunos devidamente inscritos em programas de pós-graduação stricto sensu (cinco vagas) e alunos de graduação, do segundo ano em diante, da FADUSP (cinco vagas).

Lançado em 2012, o NEPAD/USP tem como objetivo proporcionar aos acadêmicos de Direito e estudantes de pós-graduação uma reflexão sobre a importância da internalização da democracia tanto na dogmática do Direito Administrativo quanto no cotidiano da Administração. Trata-se do primeiro núcleo de pesquisas da área registrado no CNPq e o primeiro a estudar a relação da democracia com a Administração Pública. É coordenado pelo Consultor e Prof. Dr. de Direito Administrativo Gustavo Justino de Oliveira.

O período de encontros em 2013 acontece entre abril e novembro, sendo dois encontros por mês. O calendário completo das atividades, ficha de inscrição e detalhes do processo seletivo estão disponíveis no edital de seleção. As inscrições serão aceitas até 21 de março.

Assessoria de Imprensa
Helena Castello Branco
Comunicação & Cultura